Textos Sociais

 

Pretendo mostrar um pouco do meu percurso de vida, a fim de mostrar que eu estou a conseguir o meu desenvolvimento, com mais conhecimentos e práticas através do Reiki e seus princípios, para que o meu ser interior seja mais belo, cheio de luz, amor, para um bem supremo. Mas essencialmente para as pessoas acreditarem, "Yes we can" rss.
É difícil colocar no papel ou na internet, estes textos, tento após grande reflexão, pois para aqueles que vão ler este trabalho talvez seja só mais um entre tantos outros que já leram, mas para mim, é o relato cheio de sentimentos, emoções e acontecimentos que estavam guardados no meu coração, é uma viagem que fiz ao meu interior e que me fez transpor para o papel aquilo que ansiava dizer e nunca o fiz, talvez por vergonha ou não sentir a vontade de falar, porque esta é a minha Verdade, e como não sou o dono da verdade, tenho o receio de estar escrever textos que não sejam do mesmo caminho da verdade universal, e estar induzir em erro. Daí importância dos comentários, para me corrigirem, para maior desenvolvimento do meu ser e de quem ler os textos.
Gostava de escrever directamente ao vosso ser interior, olhassem para as palavras e interiorizassem de forma as palavras se tornarem sentimentos de paz, amor universal, assim as palavras são só palavras e sentimentos se desenvolverem e tornarem em actos de vida, acções. Poderem exteriorizar aquilo que está dentro de vós, para o bem da humanidade.
Quando fecho os olhos as imagens e sons vêem ao meu encontro, visualizo sempre uma colina muito florida, vejo sempre uma macieira enorme, com muitos ramos em tons castanhos e laranja, cheia de maças encarnadas, vejo ao fundo um mar muito calmo e azul, escuto sempre os pássaros a chilrear como se fosse uma melodia, escuto a erva verdejante movendo-se com a intensidade do vento, tudo numa harmonia extraordinária, como uma música muito relaxante se trata-se. Ao surgir as imagens e sons, consigo sentir seus cheiros, como energia penetra-se em meu corpo, assim como sol que irradia me alimenta e a terra que me segura. E fico, fico assim a contemplar a natureza, suas cores e com a luz branca que me irradia, luz e sentimentos de paz.
No meu interior, no meu íntimo mais profundo começou abrotar uma alegria e serenidade que não consigo descrever. Saborear o momento e alegria de estar vivo em harmonia com a natureza. De um modo gradual e progressivamente sentia a paz em mim com uma imensa luz branca, saber que no mais íntimo habitava o amor. A minha reacção foi deixar cair uma lágrima de alegria pela possibilidade que me deram de estar a viver essa experiencia. E instintivamente comecei orar, mas parei, e disse orar?! Não fazia sentido, era um monólogo, eu queria mais, queria partilhar, então comecei a falar, como se fala-se com um amigo. Num instante senti que alguém me escutava, foi altura que saboreei a presença do amor de meus guias, acompanhados pela luz do amor de Deus. É um jubilar de sentimentos de amor e alegria, saber que o meu interior habita o amor universal, o amor Divino de Deus. Nesse instante senti o desejo enorme de fazer coisas novas (como escrever), mas principalmente fazer “coisas” do bem, ajudando os outros seres humanos a serem felizes. Posso afirmar agora que o meu amor interior, não pode ser um monólogo, mas sim uma partilha com meus irmãos. Somos uma família, tenho imensa vontade de escrever e revelar os momentos, não são perfeitos, e por vezes têm interrupções, na vida. Mas entendi a importância de o fazer, pois esta espaço também é um espaço de partilha é um espaço privilegiado de encontros, encontros com amor interior e universal.
Espero que a minha mensagem seja a mais verdadeira, a única certeza que tenho é ser a mensagem do “EU” mais íntimo, que partilho com todos.

A Viagem ao mundo da Moda
Certo dia de manhã, mal acordo minha esposa (Fátima) me questiona:
- Miguel o que vamos fazer hoje?
- Não sei, não tenho nada combinado.
- Olha, preciso de ir ao shoping fazer umas compras, podes escolher o shoping onde vamos.
- Ok (Como se fosse muito importante eu escolher o shoping, mas sim uma maneira diferente de ir ao local pretendido, com uma certa imposição e autoridade escondida e disfarçada).
Eu com ar um pouco aflito e sem saber o que vai acontecer, porque na realidade, um dia de compras com a Fátima, é uma viagem a outro mundo, e passo a justificar:
Não gosta de roupa que lembre que precisa de uma dieta alimentar (e sem aldrabices, mas isso é outra história). Não gosta que mostre o excesso de gordura ou que mostre o rabo empinado, mas também não gosta que espalme o rabo! não gosta de roupa igual ás amigas, mas também não gosta de roupa muito diferente das amigas!, não gosta de roupa com cores muito garridas, cores choque, nem cores amorfas e pálidas. No fundo o que quer?!
Deseja muito mais que roupa. Deseja sensações. Deseja um acto envolvente, uma tomada de posição perante ela e a vida, uma decisão, que origina trocas de ideias e argumentos até a decisão final tomada, um esgrimir de opiniões e incertezas, para se sentir possuída por algo de grandeza e poder, de ser ela decidir e ter controlo da situação perante sociedade e a vida.
Assim fomos as compras, saí com olhos de ver, de apreciar cada momento nas compras da Fátima. Entrei na primeira loja e verifiquei que Fátima tinha experiência nestas andanças. Percorria a loja devagar, mexia nas peças como se fossem cristais, com muita leveza, delicadeza e elegância dos gestos. Verifiquei como sentia os tecidos, a sua textura e qualidade, os movimentos coordenados com os olhos, enquanto tirava do cabide e o colocava no mesmo expositor, outra peça outro movimento, de tal forma que para mim, deveria ser considerada uma forma de arte, encontrar a peça perfeita. Aprecio a forma de interagir com os funcionários, verifico o seu ar de angústia de procurar sem encontrar, o seu olhar para o horizonte longínquo com tudo ali ao lado. A funcionária com arte e engenho, aborda com um sorriso afável.
- Bom dia, posso ajudar?
- Sim por favor, gosto deste casaco cintado, é bonito, no entanto não sei se esta cor me favorece? Para castanha, basto eu (para quem não sabe Fátima é mulata), com um sorriso á mistura, num comentário humorístico. A empregada também deu um sorriso, e com mais á vontade (Fátima assim a colocou com comentário humorístico).
- Venha comigo, vamos experimentar no provador (venha comigo, vamos, este vamos denota uma cumplicidade de por as pessoas a vontade, e um dilema de aproximação virtual). Agora no provador vem outro dilema, o tamanho! Por mais magras que sejam as mulheres pensam sempre que estão gordas. E quando vestem um tamanho (S) pensam que ainda existe um (M) um (L) um (XL) e um (XXL), um sinal claríssimo de alívio e satisfação. Vou mais longe e, penso que se trocasse o tamanho (L) e colocasse uma etiqueta (S) na peça, a maioria das clientes, quando verificassem que podiam andar vestida com uma peça de roupa daquele tamanho, o comprariam imediatamente, mesmo não gostando dessa mesma peça, só para puderem exibir e dizer que emagreceram ou perderam volume.
Mas o ponto-chave não é esse. O ponto-chave é encontrar roupa que disfarce, ou no mínimo não evidencie aquilo que menos gostamos no corpo. Pois o que as mulheres pensam, quando a roupa não fica de feição? Talvez:
 - Quilos a mais.
- A minha dieta.
- Exercício físico.
- Lipoescultura.
E depois destes pensamentos, surge a negação!
- Este ano não gosto das tendências, as saias são curtas, ou os vestidos decotados. É nessa altura que ouvimos expressões tal como; tenho que encher aqui as minhas meninas ou bombocas, não achas? (eu a pensar será desta que vai querer colocar silicone nos seios? Rs).
Vamos a outra loja, entrou e mexeu na roupa, tirando do cabide e volta a colocar, olha mais uma vez, pega novamente no tecido, sente-o mais uma vez, simula á frente de um espelho que o tem vestido e volta a pousar, dá mais uma volta e pega novamente no vestido e vai ao provador (porque será que não pegou logo e foi ao provador, será uma decisão tão difícil?!).
É ai, no provador que tudo se decide. Passa pela cabeça ideias, que nem me atrevo a imaginar, olham para o espelho e vêem muito mais do que um vestido, vêm o sucesso que o novo vestido fará no jantar de amigos, (eu inocentemente, pensando que poderia ser um estimulo sensual para o marido! enfim, “NO COMMENT”) pega no vestido em direcção á caixa, e, de repente, como se algo tivesse passado entretanto, diz:
 - Já não levo o vestido! (eu incrédulo!)
- Então porquê?
- Vou comprar antes o casaco cintado que vi na primeira loja (então como é possível? até agora não queria o casaco, e veste um vestido que até gosta, e não compra! Questiono).
 - Porque mudaste de ideias assim tão rapidamente?
 - Lembrei que o casaco fica bem com a minha saia (X) e com a minha blusa(Y).
 - há, ok. Deves ter razão (vai-se lá entender as mulheres, rs).
E assim foi, entrou na loja e comprou o tal casaco famoso, que até não ficava muito bem, porque era castanha como ela!
Moral da história, temos de tirar proveito daquilo que fazemos ou observa-mos. Assim sendo como escritor fico muito aquém, talvez passa-se fome se escrever fosse minha profissão, rss. Assim um dia talvez abra uma loja de roupa feminina, sim, um pronto-a-vestir, experiencia não me falta, com as saídas com a Fátima. Uma loja diferente do habitual, para além de trocar os tamanhos (etiquetas) maiores pelos mais pequenos, um sinal enorme de satisfação para as clientes, colocava também uns espelhos especiais, com ilusão de óptica, para as pessoas parecerem mais adelgaçantes e mais magras. Colocava umas luzes no provador, em tons de cor de laranja, de forma a reduzir a visualização da casca de laranja na pele das clientes. Uma loja onde os clientes desejassem lá estar, sentir estupidamente bem.
Uma loja de grande sucesso, e daí talvez não!
A lição de vida retirada:
  No mundo da moda, não existe certezas, mas muitas incertezas, (ao contrário de rumo de vida que devemos seguir), não existe verdades, só meias verdades, (ao contrário de rumo de vida que devemos seguir) o que hoje é bom, amanhã não o é (ao contrário de rumo de vida que devemos seguir). Assim é a moda. Toda gente procura, procura, na maioria nem sabem o que procuram, (ao contrário de rumo de vida que devemos seguir) até encontrarem a peça que a satisfaçam e dizem:
-É mesmo isto que andava á procura (vai-se lá saber porquê?).
Shalom


Decisão de escrever no blog
AMOR

Não sei explicar o amor, já muitos escritores e poetas tentaram fazê-lo por palavras, mas é inexplicável. Eu, pobre a nível literário, não sei fazer melhor, sei aquilo que Sinto. Ai sim, tenho a certeza que sim, conheço o amor.

O meu amor é puro. Hoje em dia, parece que ninguém ama de verdade. Já ninguém vive um amor platónico, um amor impossível, quem ama como no livro “amor de perdição”?. Hoje, não se ama se não houver razão, mas se houver razão, as pessoas amam, as pessoas amam porque a outra está mesmo ali ao lado, ou por desejo sexual barato e banal, ou por causa das contas, fica mais barato, o amor hoje tornou-se numa economia, uma economia diferente daquela que as famílias discutiam acordos de venda ou acordos nupciais para pagar dote de casamento.

Mas, meu amor é puro, porque é um amor platónico, um amor cego, é um amor doentio. O único amor que conheço, um amor de coragem, vontade de lutar, amar é ter ousadia de enfrentar o que vier, não é ser comodista nem cobarde, é um amor de verdade.

Amar é oito ou oitenta, não pode ser quarenta. É branco ou preto, não pode ser cinzento. Ou se ama ou não, não pode ser “Nim”. Amor é simplesmente amor, é um estado que se sente, não que se escreve, amor é uma verdade, é uma certeza, não é dúvidas ou assim – assim. Paixão é uma ilusão bonita, não faz mal, é uma condição na vida, mas o amor é mais bonito que a vida. Ultrapassa a própria vida, não é uma condição terrestre mas algo que nos transcende.

O meu amor foi amor primeira – vista, não acredita? Acredite, pois quem ama como eu, não o pode negar. Logo, no primeiro instante, senti a certeza que ela (Fátima) era o meu amor, a minha alma gémea, aquele amor que ultrapassa qualquer dificuldade, qualquer percalço, qualquer lógica, esse é o meu amor.

Tive a sorte de poder casar com alguém tão maravilhoso como ser humano, mas especialmente, és quem me completa, és a continuação do meu corpo, não um acessório, fazes parte de mim como eu faço parte de ti, estaremos sempre ligados neste e noutros mundos, porque somos um só.

AMO-TE MEU AMOR